
Ainda não o tinha dito aqui. Sou visceralmente (literalmente com vísceras, sangue, pele, ossos, tudo o que me compõe) contra o AO. Nem é por príncipios, é porque não o compreendo, não lhe encontro razão de ser nem qualquer ponta por onde se lhe pegue. E eu, que até estou sempre ponta a justificar tudo! Alguém se lembrou de arranjar protoganismo e ficar na história e, infelizmente para todos nós, como era a lingua portuguesa o que lhe estava mais à mão, toca de "retocar" a ortografia com o argumento de nos globalizarmos à ilharga dos brasileiros! A tristeza que me dá ser obrigada a ler (porque a escrever só me apanham com uma arm à frente) os dislates que por aí se vêm desde 1 de Janeiro é indescritível! Resta-me a consolação (pobre consolação, mas que ainda assim não deixa o ser) de a minha pátria (no sentido que o poeta dava à língua portuguesa) não estar ainda toda insana e de, no local onde eu aprendi a escrever a minha língua, uma fazenda no Kuanza Sul, não se ter aderido àquele desvarío. Viva Angola.
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