
Durante anos voltei a cara, envergonhada e zangada comigo mesmo, por não conseguir superar o horror!
Não fiz nada, nem para o confortar nem para me informar se havia alguma coisa que o podesse tratar ou regredir o seu mal.
Limitei-me a ter pena, a lamentar que nada fosse feito pelo desgraçado e a autoflagelar-me pela minha incapacidade de olhar sequer para ele!
Agora, a minha consciência pesada alegrou-se até às lágrimas porque houve (há) gente melhor do que eu. Bem hajam todos. E que a nova vida de José Mestre lhe permita perdoar aos indiferentes como eu.
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